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Como foi o processo para fazer a série Daredevil?

Peter Shinkoda: Trabalhar em Demolidor e conseguir o atual trabalho foi normal como qualquer outro trabalho, exceto que foi pessoalmente um pouco mais emocionante, pois eu era um grande fã dos quadrinhos da Marvel e do Demolidor enquanto crescia!

Você sabe lutar artes maciais? As cenas de lutas eram mesmo você ou sempre eram dublês?

P.S.: Eu fiz as lutas que me permitiram. Eu tenho uma base de karatê, assim como judô, mas admito que tinha o melhor dublê do mundo, correspondente a minha preocupação: Micah Karms! Ele fazia todas as coisas perigosas, eu não tinha permissão para fazer, mesmo se insistisse.

️Foi mais fácil fazer as cenas da primeira ou segunda temporada? E com quem você gostou mais de “lutar”? Elodie (Elektra) ou Charlie (Daredevil)?

P.S.: De longe a segunda temporada foi mais difícil para mim, as gravações me mantiveram trabalhando muito até o fim da temporada. Como você sabe teve muito esforço físico em meu papel e gravar cenas de luta é cansativo e técnico. Muita atenção é requerida nisso e não havia espaço para brincadeiras. Trabalhar com outros atores e dublês, transforma as cenas de luta em uma cirurgia de peito aberto, porquê cada momento é perigoso. Eu aproveitei também cada momento para trabalhar os diálogos com cada ator com quem compartilhei a tela – todos eles!

Vimos que você participou do filme “Eu, Robô” com o Will Smith. Como foi para você fazer esse filme? Amamos o filme.

P.S.: Também gostei de Eu,Robô! Foram longos 3 dias de gravação para uma aparição tão pequena no filme. A emoção do trabalho veio na forma de trabalhar com um diretor visionário, Alex Proyas (de quem era um grande fã), em uma história de Isaac Asimov! Eu esperava conseguir alguma coisa diretamente sobre a morta de Brandin Lee no set de The Crow e, Alex gentilmente me obrigou a sentar e a falar sobre almoço um dia. Além disso, estar em cena com Will Smith foi legal. Nós nos reencontramos na verdade, porque eu o vi algumas vezes, anos antes, no estúdio da WB em Burbank, onde eu trabalhava na pós-produção do filme Wild Wild West.

️Você disse que alguns dos seus primos moravam em São Paulo, aqui no Brasil… Você pensa em um futuro próximo vir visitá-los? Quem sabe em uma comic-con com o cast de Daredevil para fazer divulgação? Nós iríamos adorar.

P.S.: Nas redes sociais, eu recebi um alerta para Shinkodas que vivem em São Paulo, justamente como meu pai disse que era. Eu procurei alguns no Facebook e estou bastante certo que tenho alguns primos lá que se assemelham comigo! Estou esperando um convite de alguém no Brasil ou América do Sul para viajar para uma aparição. Nunca estive aí. Estou rezando para isso.

Você prefere fazer filmes ou séries?

P.S.: Eu prefiro qualquer trabalho, mesmo que seja um filme independente com baixo orçamento ou em novos meio de comunicação. Bons papéis são escassos para atores asiáticos americanos, então realmente não podemos ser muito seletivos.

Nos fale sobre Falling Skies… como era seu personagem na série? E qual foi seu episódio favorito de fazer?

P.S.: Amo meu personagem, Dai, como ele se destacou para mim antes de gravarmos o piloto! Eu não me lembro de um episódio específico, mas posso te contar que adorei gravar os cinco primeiros episódios da primeira temporada porque senti como se a sequência do enredo e a abordagem do show foram delineados para mim/nós. Depois disso, senti que o potencial de Dai foi grotescamente negligenciado até sua morte prematura.

Quando você decidiu ser ator? Alguém te inspirou a seguir essa carreira?

P.S.: Atuar parece a coisa mais divertida do mundo com todos os tipos de orla de benefícios, mas o mais importante, eu percebi que TV e filmes tem implicações sociais. Queria e continuo querendo mudar a forma de como asiáticos são retratados em Hollywood! Nenhuma pessoa me inspirou a fazer nada além de me tornar um médico, um advogado, um contador, ou um arquiteto. Essas são profissões que meus pais sempre citaram como que valem a pena. Atuar era algo que eu tinha que perseguir completamente sozinho e acho que sabia isso desde que era criança. Todos as coisas que fiz, eu mantive isso em segredo – nem mesmo a maioria dos meus amigos sabia dos meus planos. Quando eu era criança, quero dizer, tinha 6 ou 7 anos de idade quando eu comecei a planejar minha estratégia de sair de Montreal, Canadá para Hollywood, com ou sem consentimento dos meus pais. Era uma incontrolável criança bem controlada.

Você possui algo em comum com os personagens que deu vida?

P.S.: Eu gosto de pensar que compartilho alguma força moral e a capacidade física dos personagens que eu faço. Sou escalado para muitos vilões – o mau que retrato é tudo de faz de conta. Eu acho.

Quais seus planos para o futuro? Onde você pretende estar daqui a 5 anos?

P.S.: Espero que eu continue trabalhando em Hollywood, se isso fazer sentido e que faça um papel mais responsável em fazer o mundo um lugar menos hostil de se viver. Isso é tudo. Bem simples e ainda não foi feito.

E última questão… Você poderia me passar o número de Charlie, Rosario e Elodie? hahahaha Sério.

P.S.: (risos) Desculpe. A Marvel não aprovaria isso.

Entrevista de Gerciane Sales e Ramon Muriel.

Colaboração: Carine Oliveira e Ariny Soares.