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Chegamos a mais um fim de temporada de The Walking Dead e mais uma vez começa a agonia que todo fã de longa data da série sabe, a longa espera até outubro e uma nova temporada começar, mas não podemos deixar de comentar sobre o fim desta temporada que foi uma verdadeira caminhada para os fãs que aguentaram firme.

No início da sétima temporada fomos traumatizados com não uma, mas duas mortes de personagens queridos pelo grande público. A perda de Abraham como a primeira vítima de Negan entristeceu a todos pois o personagem finalmente estava conseguindo sua evolução e estabelecendo sua vida com Sasha como visto na sexta temporada, mas o que chocou e deixou toda uma legião de fãs em um poço de tristeza foi a segunda vítima que saciou a sede de Lucille, Glenn, um dos últimos sobreviventes de Atlanta, que além de deixar sua esposa viúva deixou um filho que jamais conhecerá o pai.

A entrada de Negan na série foi feita de forma brilhante que somada a interpretação de Jeffrey Dean Morgan trouxe novos ares a série. Também não podemos deixar de falar das interpretações fantásticas de grande parte do elenco, especialmente de Andrew Lincoln no primeiro episódio que foi maravilhosa. Na primeira parte dessa temporada o foco foi os personagens tentando lidar com essa nova realidade que lhes foi imposta a força, Rick e os remanescentes de Alexandria tentando lidar com os caprichos de Negan, Maggie e Sasha em Hilltop superando o luto e Carol com sua consciência pesada tentando permanecer firme e acabando para no Reino – comunidade inserida nesta temporada liderada por Ezekiel que possui um TIGRE – com Morgan.

Novamente o grupo que se tornou uma família estava separado e ninguém gosta quando se separa uma família. Esta é uma das razões por esta temporada ser bastante irregular e ter causado bastante irritação nos fãs e até nos próprios atores, o ator Lennie James (Morgan) reclamou que mal pôde ver seus amigos durante toda a gravação da série pois a maioria de suas cenas se passavam no Reino e os locais de gravação eram diferentes. Episódios focados apenas em um ou dois personagens não é algo incomum em The Walking Dead, porém quando algo é excessivo isto causa muito desconforto.

Sim, os personagens precisam de episódios de desenvolvimento – nenhum fã da série pode reclamar disto – e nem todo episódio precisa ter a Carol sendo a salvadora do dia, porém em uma temporada de 16 episódios a enrolação foi tanta que ficou evidente a intenção dos produtores de enrolar durante toda a temporada para o arco “Guerra Total” só ter início na oitava temporada. O excesso de tramas paralelas também foi um erro recorrente, mas este não conseguiu atrapalhar tanto a série. Com o início da segunda parte de sua temporada que a série começou finalmente a caminhar para o seu auge, mas chegamos ao fim e o grande momento desta temporada parece que, novamente, ficou para próxima. O último episódio é muito bom com cenas de ação eletrizantes, Shiva a tigresa de ezekiel é dona das melhores partes, finalmente vemos a união das comunidades contra um inimigo em comum, tivemos uma nova perda para nossos sobreviventes, mas isso faz parte da guerra e com um dos melhores discursos já feitos na série – feito por Maggie – chegou ao fim mais uma temporada.

Em resumo o sétimo ano de The Walking Dead começou de forma perfeita, teve um desenrolar bem morno e um final de temporada satisfatório, mas olhando de longe pode-se perceber que esta temporada foi apenas uma grande caminhada para a oitava temporada e ficamos novamente na promessa esperando que a próxima temporada supere nossas expectativas.



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